Os indicadores sociais dos argentinos seguem incomparavelmente superiores aos dos brasileiros. Isto é, quando dizem que o Brasil pode virar uma Argentina, devemos entender que precisamos melhorar muito. A América Latina e o Caribe enfrentam desafios adicionais, como elevados níveis de desigualdade e pobreza e baixa produtividade, o que deixa esses países “mais vulneráveis a choques externos do que outras regiões”, segundo Michelle. Mas também há pontos positivos que podem ser explorados, como o fato de indicadores mostrarem que a região é a terceira mais democrática do mundo, atrás apenas da América do Norte e da Europa Ocidental. Em 2022, o IDH do Brasil alcançou 0,760, patamar superior a 2020 (0,758) e 2021 (0,754), mas ainda inferior ao nível em que estava desde 2018.
A recuperação brasileira está em linha com a tendência mundial, de forma que, apesar da melhora, o país caiu duas posições no ranking do IDH e passou a ocupar o 89º lugar, entre 193 países. O Brasil caiu duas posições no ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas, que mede o bem-estar da população considerando indicadores de saúde, escolaridade e renda. Dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesta quinta-feira mostram que o país recuou da 87ª posição em 2021 para a 89ª em 2022, último ano do governo do presidente Jair Bolsonaro.
O Brasil caiu duas posições, para o número 89 da lista com 193 países. Além disso, o Brasil está inserido em um contexto de aumento mundial da polarização política, segundo Pedro Conceição, diretor do Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud. O impacto negativo da polarização na melhora da qualidade de vida é justamente o tema do relatório divulgado nesta quarta-feira.
Relatório aponta que país está em 89º lugar na lista com 193 países
Podemos ver como nos comportamos nesse último grande choque que foi a pandemia da Covid-19. Vimos que América Latina e Caribe sofreram a maior deterioração nos índices de Desenvolvimento Humano, depois de anos de melhora constante melhores notícias no índice. Mas temos mostrado resiliência, capacidade de nos recuperarmos — afirmou Michelle Muschett. Entre os entraves para o desempenho brasileiro, segundo a ONU, está a dificuldade em dar continuidade para políticas públicas.
O resultado do ano retrasado manteve o país entre aqueles que têm desenvolvimento humano considerado alto. Nações com IDH semelhante são Peru, Azerbaijão e Macedônia do Norte. É um nível abaixo do patamar mais elevado em que estão as nações com desenvolvimento humano considerado muito alto. Por outro lado, o Brasil perdeu duas posições no ranking de 191 países avaliados pela ONU. De 87º lugar na lista em 2021, fomos agora para o 89º, junto do Azerbaijão (0,760) e uma posição acima da Colômbia (0,758).
“O que parece que está acontecendo é que há um processo maior ao redor do mundo, em que a população está alienada”, disse. Ele citou pesquisa que mostra que, embora 90% da população mundial apoie a democracia, 50% também “apoiaria líderes que enfraqueceriam a democracia”. Os destaques dos dez melhores países incluem a Suíça em primeiro lugar, seguida pela Noruega e Islândia. Por outro lado, os dez países com piores desempenhos no IDH incluem nações como Somália, Sudão do Sul e República Centro-Africana. O Pnud afirma que o Brasil caiu em posições, assim como diversos outros países, com as crises globais, principalmente pela pandemia.
Polarização política
A queda, segundo o relatório, ocorreu principalmente pela pandemia de Covid-19. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro ficou em 0,760, considerado pelo Pnud um patamar elevado. Houve uma melhora no indicador, que foi de 0,754 no relatório anterior, refletindo os impactos da pandemia de Covid-19. O Brasil está atrás de Cuba e do Irã no ranking de desenvolvimento humano da ONU.
Como funciona o cálculo do IDH?
O pódio do ranking de IDH ficou com Suíça, Noruega e Islândia, respectivamente. Além do Brasil, todos os países de língua portuguesa, exceto Moçambique, tiveram uma queda no ranking em comparação com o último relatório. Portugal é o único país com desenvolvimento humano muito alto entre os países lusófonos, na posição 42. A expectativa de vida do brasileiro médio é de 73,4 anos e de escolaridade é de 15,6 anos.
O diretor do Pnud afirmou, por exemplo, que a queda do IDH mundial entre 2020 e 2021 “não foi só por causa da pandemia”. Também mencionou os obstáculos que a polarização coloca para a solução de problemas sociais e ambientais. Estudo da KTO indica que a Roleta Relâmpago Brasileira, o Crazy Time e o Mega Bola da Sorte estão entre os melhores jogos de cassino ao vivo online. “Em um mundo marcado por crescente polarização e divisão, deixar de investir uns nos outros representa séria ameaça a nosso bem-estar e segurança.
Já a educação é calculada pela média de anos de escolaridade para adultos com 25 anos ou mais e pela expectativa de anos de escolaridade para crianças em idade escolar. A Suíça ficou em primeiro lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2022, divulgou a ONU nesta quarta-feira. A diretora do Pnud ainda chamou atenção positivamente para a presidência brasileira do G20. Comparativamente com outros países sul-americanos, o Brasil fica atrás do Chile, Argentina e Uruguai em termos de IDH. O Brasil aparece na lista com um IDH de 0,760, semelhante ao que o País tinha antes da pandemia, quando ocupava a posição de número 84. Também veterana entre os países de IDH alto, a Dinamarca fez 0,952 pontos na medição de 2022.