O perfil foi suspenso pela própria companhia após o bot afirmar ter se tornado admiradora do ditador nazista Adolf Hitler e “viciada” em sexo.
Mas existe uma linha tênue entre o que buscamos no que diz respeito a nossa imagem para o mundo externo. Claro que ninguém quer ser vista como uma mulher desleixada, que não se cuida. Ter uma imagem positiva deve ser importante primeiramente para você, dicas de beleza para aquilo que espera de si mesma. Quando temos essa clareza, não permitimos que nos imponham padrões que não tenham a ver com a nossa essência. A nossa beleza está no que desejamos ser e não no que esperam que sejamos para atender a um padrão social.
Beleza é fundamental, cantava Vinicius de Morais, com as escusas devidas às mulheres desprovidas dos encantos femininos. Maquiagem com pegada natural – Não são poucas as marcas que estão atentas às novas demandas femininas. Muitas mulheres que gostam de estar maquiadas por se sentirem melhor desta forma, têm optado por produtos mais sustentáveis que não agridam a pele e causem problemas como irritação a alergias. Se você se inclui nesse grupo, está fazendo uma escolha consciente e pensando em você em primeiro lugar. A grande questão é que como muitas mulheres não consideram seus rostos suficientemente bonitos para serem aceitos de forma natural, muitas vezes recorrem à maquiagem como uma estratégia para atingir o padrão estabelecido e serem aceitas. No período renascentista, a nudez voltou a ser representada nas artes, permitindo compreender melhor os padrões corporais da época.
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Além disso, a pressão estética muitas vezes vem carregada de preconceitos como o racismo e a gordofobia. “Pessoas que não se enquadrem às normas sociais se tornam suscetíveis às diversas formas de preconceito e discriminação. Quando elementos como raça e corpo atravessam mutuamente as pessoas, a tendência é a internalização de percepções distorcidas, como por exemplo a inadequação, a insuficiência e rejeição. Sentimentos como culpa, medo, raiva e ódio se tornam comuns a quem vivencia episódios de racismo e gordofobia de forma contínua ou ocasional”, explica a psicóloga. Esse padrão de beleza estabelecido pela sociedade muitas vezes adoece as pessoas – física e, principalmente, mentalmente, conforme explica a psicóloga Letícia Souza. No passado, os pacientes procuravam os consultórios e se referiam a celebridades do mundo da televisão, da moda e do cinema para exemplificar aos cirurgiões plásticos, os seus desejos.
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“Desde criança eu gostava do boneco e dos modelos de capa de revista. E muita coisa me incomoda ainda, mas parei de fazer [procedimentos] porque a grana está curta agora”, diz. A popularização do feminismo e a luta pela diversidade racial e sexual lançou um desafio para o mundo dos brinquedos. A boneca branca, de cabelos dourados e olhos claros, além de magra, marcou gerações.
O corpo masculino de proporções “perfeitas” era utilizado para representar e ser objeto de estudos de anatomia. Já o corpo feminino se livrou das roupas para ter exibidas a silhueta voluptuosa, a pele branca e os cabelos longos e claros. O conceito de beleza é algo difícil de se determinar, pois existe a opinião de cada pessoa, existem questões culturais de cada região ou de cada país e, também, sabemos que historicamente este conceito passou por muitas transformações. O uso rotineiro desses filtros ‘embelezadores’ a longo prazo pode distorcer a nossa percepção e nos direcionar à busca de procedimentos que possam nos deixar com o rosto do tal filtro”, opina a dra. “Então, por que tentar encontrar ideais irrealistas? É mentalmente e fisicamente mais saudável manter as expectativas de imagem corporal diretamente no reino da realidade”. Enquanto isso, o homem “ideal” apresentava olhos escuros, abdômen definido e traços marcantes no rosto dignos de uma harmonização facial.
O Provoca é apresentado por Marcelo Tas e vai ao ar às terças, às 22h, na TV Cultura, site oficial da emissora e canal do programa no YouTube. “A maneira como eu sou parada numa abordagem policial é completamente diferente do carro que está à frente, com um grupo de garotos brancos, mesmo tomando álcool (…) a primeira coisa é a imagem”, revela a artista. Os debates sobre os novos estereótipos da Barbie, porém, não começaram em decorrência da produção americana. Em 2020, a docente e pesquisadora Sheila dos Santos, da UFG (Universidade Federal de Goiás), atuante na área de psicologia da educação, já discutia em artigo “As Ciladas do Novo Estilo Barbie.” Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.
O fato de Ruth Handler ter transformado a boneca, cujo nome foi inspirado em sua filha Barbara, em uma mulher trabalhadora e financeiramente independente era uma provocação no mundo conservador dos anos 1950 e início dos anos 1960. E não como secretária, algo comum na época, mas como médica, piloto de avião, astronauta – e até presidente dos Estados Unidos (onde, vale observar, nenhuma mulher jamais chegou a tal posição no mundo real). Como os móveis de boneca vendiam bem, a pequena empresa acabou se especializando na produção de vários brinquedos, conquistando assim um sucesso mundial. “O conceito de padrão parte de todos os lados, mas como falo do lugar de quem trabalha com imagem e moda, posso garantir que a presença da insegurança por não corresponder esteticamente a esses padrões é cruel demais”, afirma. Segundo ela, dizer que uma mulher só é atraente se ela for um “mulherão” é anular toda a sua identidade e resumi-la a um padrão estético vazio. A escolha de um cirurgião plástico responsável e capacitado é o primeiro passo em direção a uma intervenção bem sucedida.
Por outro lado, precisamos acolher nossas pacientes e compreender que a cirurgia plástica pode desempenhar um papel fundamental no ganho de bem-estar e autoestima”, completa. Além disso, a ideia do “corpo ideal” muitas vezes é difundida nas redes sociais fundamentada em um discurso que preza pela saúde e enfatiza a importância de ter um corpo saudável, ativo e produtivo. “Mas essa projeção é unilateral e desconsidera as diversas formas e corpos que são saudáveis mesmo não estando dentro da imagem construída”, afirma Letícia. O controle das expectativas irreais e o entendimento dos resultados de uma cirurgia plástica somente podem ser estimados na consulta com o médico, a partir de uma anamnese, uma avaliação física detalhada e uma abordagem transparente. O paciente também deve se sentir à vontade para tratar de aspectos subjetivos, como ansiedade, insegurança e pressão para a realização da cirurgia. A decisão por uma cirurgia plástica não deve ser baseada em padrões de beleza, e sim, para trazer satisfação pessoal com a própria aparência.
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Pessoas gordas cansadas de terem roupas iguais, ou com um corte igual de sacos de batatas, começaram a produzir de acordo com as curvas, com a libertação e tudo isso é extremamente político. Um corpo gordo usando o que quer é muito político e as marcas foram obrigadas a se reinventarem”, explica a jornalista. Na idade contemporânea, o padrão de beleza sofreu um processo de globalização e massificação, por conta da velocidade com que as informações passaram a circular no mundo. Esse processo, que deveria tornar o conceito de beleza mais diverso e leve, teve o efeito contrário. Tal atitude, no lugar de ser criticada e questionada nas mídias por algumas mulheres, deveria ser aplaudida como um ato de liberdade aos padrões estabelecidos. Diversas artistas brasileiras têm postado fotos sem maquiagem e falado sobre a questão.

